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Batman: Cruzado Encapuzado – Quando o herói vira coadjuvante da lacração! LacraVerso da DC parece Não ter Fim.

Batman: Cruzado Encapuzado – Quando o herói vira coadjuvante da lacração! LacraVerso da DC parece Não ter Fim.
Batman: Cruzado Encapuzado – Quando o herói vira coadjuvante da lacração! LacraVerso da DC parece Não ter Fim.
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Esta nova série do Batman tenta resgatar a glória de Batman: The Animated Series. Fiquei surpreso ao abrir o aplicativo Prime Video e ver estampado Batman: Cruzado Encapuzado. Pensei: finalmente algo bom para assistir.

A armadilha da expectativa:

À primeira vista, a produção encanta quem já acompanhava a série original, popular nas manhãs de sábado do SBT no Sabado Animado. A abertura, com seu visual sombrio, cria a atmosfera perfeita para o Cavaleiro das Trevas.

A trilha sonora, atmosférica como a da série original, acompanha nosso herói enquanto ele se esgueira por becos e prédios da perigosa Gotham City. O episódio de estreia começa em ritmo frenético: algo está acontecendo, e Batman está na cola dos mafiosos em meio a explosões e policiais corruptos. Até a metade do episódio, temos a impressão de que, enfim, acertaram.

Até aqui você deve pensar: “É uma obra-prima, vamos assistir!”. Lembra de He-Man: Mestres do Universo – Salvando Eternia? Aquele trailer fabuloso, todo o hype, “Pelos Poderes de Grayskull”… Pois é: o novo He-Man até salvou Eternia, mas o He-Man morreu para mim.

Pinguim, versão femina na série em Batman: Cruzado Encapuzado.
Pinguim, versão femina na série em Batman: Cruzado Encapuzado.

O efeito He-Man, versão Batman

Príncipe1 Adam em He-man.
Príncipe1 Adam em He-man.

Assim como He-Man prometeu foco no herói, mas entregou narrativa centrada em coadjuvantes, o novo Batman repete o movimento. A trilha e a estética são impecáveis, mas o conteúdo rejeita a essência do personagem. A estrutura lembra mais a animação da Arlequina, uma paródia feminista debochada, do que uma sucessora espiritual de Batman: The Animated Series.

Do ponto de vista narrativo, a série sofre porque tira de Batman o protagonismo natural. Vilões e aliados reformulados dominam o tempo de tela, enquanto Bruce Wayne vira um estorvo moral a ser “corrigido”. A desconstrução é tão explícita que, por vezes, o herói parece um convidado na própria história.

Tem que pagar o preço de  Hollywood

A modernização chegou, mas a que preço? Parece que todas as obras recentes, animadas ou não, vêm contaminadas pelo “vírus woke”. Muitos dirão que é perseguição, mas a série conseguiu reunir todos os estereótipos da cartilha woke de Hollywood.

Basicamente, Batman é o novo He-Man, só que sem o hype; todos já esperam a decepção — e com razão.
A virada ocorre quando a série abraça abertamente o pacote completo da ideologia hollywoodiana atual. Não se trata de atualização natural de personagens — algo comum desde sempre — mas sim de alterações que seguem padrões repetidos em várias produções recentes da Amazon, Disney e Warner: mudanças de sexo, mudanças raciais simbólicas, protagonismo deslocado e a insistente caricatura do “homem branco rico tóxico”.

Assim, o Pinguim vira uma versão feminina; Jim Gordon e Barbara têm suas etnias alteradas sem justificativa narrativa; e personagens femininas passam a ocupar o centro da trama enquanto Batman atua como figura secundária, aparecendo esporadicamente apenas para manter o nome da série.

O novo Batman bebe do clássico na trilha e na ambientação, mas peca gravemente ao tentar redefinir o material original: mudança de sexo de personagens, troca racial de figuras clássicas e, claro, coadjuvantes que ganham mais protagonismo que o próprio Batman — as famosas empoderadas.

Jim Gordon e Barbara Gordon em Batman: Cruzado Encapuzado é apenas alguns dos personagens que tiveram sua cor trocada.
Jim Gordon e Barbara Gordon em Batman: Cruzado Encapuzado é apenas alguns dos personagens que tiveram sua cor trocada.

Check-list da cartilha woke? Preenchido com louvor

  • ✔️ Mudança de sexo de personagens
  • ✔️ Trocas raciais simbólicas
  • ✔️ Protagonistas empoderadas que ofuscam o herói
  • ✔️ Bruce Wayne tratado como estereótipo de bilionário tóxico
  • ✔️ Alfred que mais parece um tio progressista saído do TEDx

A série não apenas ignora Batman — ela o desconstrói com zelo quase acadêmico. Ele aparece pontualmente, apenas para lembrar que, tecnicamente, o título ainda leva seu nome.
Tudo isso contribui para uma desconstrução meticulosa do Batman clássico. A série parece menos interessada em explorar o herói e mais empenhada em usar Gotham como vitrine ideológica — algo que a Warner já vinha fazendo em produções recentes, como Batwoman, Titans e até certos arcos do DCEU.

É uma obra-prima, vamos assistir!

E, claro, Bruce Wayne é retratado como um imbecil machista condenado por ser rico, enquanto Alfred nem parece Alfred. Todos os estigmas dos últimos filmes da DC se juntaram nesta série animada. Como mencionei, em Batman: Cruzado Encapuzado todos os personagens parecem mais importantes que o próprio Batman. Ele serve apenas de pano de fundo para todas as pautas woke de Hollywood; assistir chega a ser um tormento. Batman surge aleatoriamente apenas para lembrar que ainda é uma série dele.

Apesar da estética, a produção não é muito diferente da animação da Arlequina, praticamente uma paródia feminista repleta dos estereótipos woke de Hollywood.

Conseguiram estragar mais uma série animada, assim como fizeram com a própria DC/Marvel, impondo personagens ao público. Na minha opinião, a série se torna entediante com um Batman em papel secundário, rodeado por vilões e aliados cuja cor e origem foram trocadas em nome da “diversidade”.

Arlequina e Hera Venenosa na série animada da HBO Max
Arlequina e Hera Venenosa na série animada da HBO Max

Veredito: vale a pena?

Gostaria de dizer que é boa, mas nada que venha de Matt Reeves e J. J. Abrams presta. Assim como nos filmes, a série segue a cartilha woke de Hollywood: não passa de um panfleto, uma alegoria de esquerda que tenta ressignificar Batman: The Animated Series. Fica a lembrança de que o Batman agora é apenas um rico mimado e machista, como a DC vem pintando em suas produções recentes.
Batman: Cruzado Encapuzado empolga nos primeiros minutos, mas não sustenta o que promete. No fim, não é sobre o Cavaleiro das Trevas — é sobre reinterpretação ideológica envolta em estética nostálgica. Uma obra que tenta ressignificar a série clássica, mas termina como mais um panfleto disfarçado de homenagem.

Apesar da ambientação nostálgica e da trilha sonora digna de Batman: The Animated Series, Batman: Cruzado Encapuzado não convence. Afinal, a série não é sobre o Batman; é sobre ideologia e panfletagem, feita para agradar militantes do Twitter.


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Fonte: Amazon Prime Video

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